Diário de Bordo

Aqui ficará registado as aventuras e desventuras do meu percurso pelos mares das tecnologias... Foi com este objectivo que iniciei este diário. Hoje é mais do que um blog sobre o estudo das Tecnologias Educativas; é um registo do meu percurso de aprendizagem (de vida), onde as tecnologias continuam a ter importância. Sei que não o teria consigo manter se não fosse o seu formato digital; as interacções que aqui se estabelecem.

sexta-feira, junho 02, 2006



Depois de inúmeras deixas e indirectas sobre a minha intenção de ver um dos navios "novos" visitei ontem um . Afinal ensinar terminologia naval sem ter uma ideia concreta do que se fala não é fácil. Faz-me confusão!! Preciso de ter conhecimento de causa. Então, a convite de um camarada, lá percorremos a fragata Corte Real de ponta a ponta. Gostei do que vi, fascinou-me principalmente os compartimentos de operações e comunicações.

Agora não me importava nada de enjoar durante um fim-de-semana para observar como são as coisas no seu ambiente natural, in loco.


Um fim-de-semana pode parecer pouco, mas já é melhor do que nada. Mais a mais era bem possível que dessem em doidos comigo, pois de navegação não percebo mesmo nada!

2 Comentários:

  • Às 4:12 da tarde, junho 04, 2006 , Blogger ouriço disse...

    ola, tudo bem por ai? espero que sim tem os andado desencontrados, voce não vai ao meu blog e eu não venho ao seu, mas agora passei por aqui para deixar um beijinho(se me permite é claro, ihihihi) e para dizer que ainda não desisti da ideia. xau espero por si lá no meu cantinho.

     
  • Às 12:49 da manhã, agosto 26, 2006 , Blogger José disse...

    Corte-real
    Foi minha casa durante três anos. E com mais de 4 mil horas de mar.

    Casa andante: Marselha, Zeebrugge, Brest, Portsmouth; Glasgow, Aksaz, Tunis, Rota, Cagliari, Den Helder, Soudabay, La corunã, Nápoles, etc. Foi sempre sem parar.
    Casa pequena com tanta gente. Onde se criaram laços que nem o tempo vai desatar.
    Casa instável: 1,2,3,4,5, … metros de mar. E o estômago a acompanhar.
    Uma, duas, três vezes. Tudo numa só hora. E o “quarto” são três. Não, hoje estamos a “bordadas” vão ser seis as horas a vomitar!
    À quinta, hora, já só saem sucos, mucos e outras coisas que tal. Amargo. Como é que se consegue aguentar? E manter o cérebro a trabalhar?
    Chegou ao fim, vamos descansar.
    Hoje não passo no refeitório, nem pensar. Bebo um sumo rápido e como quatro bolachas, já no camarote, só para o estômago aconchegar.
    Deito-me à pressa para repousar.
    Alguém me acorda “faltam 10 minutos”. Levanto-me … e o mar continua a fustigar.
    Agora já como sopa, o estômago começa a aguentar.
    Ao terceiro dia já acordo melhor. Tenho fome, vou comer. Começo então a me acostumar a este balanço do mar.
    Casa que é minha. Um natal nos açores outro de SAR.
    Mais um natal com missa, celebrada por um escocês, a ver as luzes de Alexandria com o navio a navegar.
    A Sara que nasce. Navio em Den Helder e eu em Alkmaar.
    A família e os amigos. Uns fazem anos, outros casam, baptizam os filhos e eu … continuo a navegar.
    A sara faz um ano e eu levo 8 meses de mar!
    Às vezes pergunto porque carga de água tenho eu esta vontade, de um dia voltar … ao mar?

     

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