Diário de Bordo

Aqui ficará registado as aventuras e desventuras do meu percurso pelos mares das tecnologias... Foi com este objectivo que iniciei este diário. Hoje é mais do que um blog sobre o estudo das Tecnologias Educativas; é um registo do meu percurso de aprendizagem (de vida), onde as tecnologias continuam a ter importância. Sei que não o teria consigo manter se não fosse o seu formato digital; as interacções que aqui se estabelecem.

quinta-feira, outubro 26, 2006

LX

Vou até Lisboa. Não recorro ao cacilheiro, que navegando ao ritmo das águas do Tejo se aproxima da capital, nem mesmo me faço valer da comodidade do carro, que me poderia levar confortavelmente até à outra margem. Hoje vou de comboio!

Sigo a pé até à estação, compro o bilhete numa dessas máquinas que me perguntam para onde vou e engolem moedas em troca de um pequeno rasgo de papel onde consta o meu destino. Subo as escadas em passos largos, ouvindo o som do comboio que avisa estar a abeirar-se. Chego a tempo; mesmo a tempo! A estação está praticamente vazia. Há um silêncio no ar que fica no ouvido, como que anunciando o fim de mais um dia de trabalho; o principio do descanso. Esta tranquilidade é apenas quebrada pela abertura das portas do transporte. Entro e escolho um lugar à janela, que me permita contemplar Lisboa. Vejo-a a aproximar-se, enquanto me despeço da margem onde inicio viagem. Ao longe, avisto o Cristo em toda a sua magnitude, de braços abertos, sempre sereno, grande, cumprimentando a cidade. Desvio o olhar e observo o movimento lá em baixo. Carros que circulam, pequenos pontos, que se movimentam – pessoas presumivelmente… alguma actividade, característica daquela hora.

Mal dou por mim e o comboio é engolido pela cidade. Desço na estação escolhida, ainda não adormecida. Ouço vozes, risos, burburinhos de fundo que preenchem aquele espaço. Procuro o Metro; a próxima máquina que me ajudará a completar o meu percurso, que eu hoje vou de comboio! A toupeira leva-me à baixa. Durante a viagem examino os passageiros daquela carruagem. A mistura de pessoas que Lisboa assume. Essa diferença que acolho com um sorriso.

Saio na paragem anterior à que devo sair. Quero fazer o resto do trajecto a pé. Apreciar esta Lisboa, que supostamente ainda é a de Eça, mas que também é a minha! É uma noite calma, fresca, bonita, a que se presencia na baixa lisboeta.

Segue-se a animação; confraternização ao som da música.

E quem não foi fez falta!

P. - Ficámos tristes por ti! A tarte de maçã nem teve a mesma piada!

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