Diário de Bordo

Aqui ficará registado as aventuras e desventuras do meu percurso pelos mares das tecnologias... Foi com este objectivo que iniciei este diário. Hoje é mais do que um blog sobre o estudo das Tecnologias Educativas; é um registo do meu percurso de aprendizagem (de vida), onde as tecnologias continuam a ter importância. Sei que não o teria consigo manter se não fosse o seu formato digital; as interacções que aqui se estabelecem.

domingo, abril 09, 2006

Pensamentos ao vento...

Entrei para a Marinha já lá vão quase 4 anos. Como o tempo tem passado depressa!

Para alguns, quatro anos nesta casa não é nada. Mas para mim já são mais do que aqueles que pensei cá ficar.…ainda sou inexperiente nestas andanças; tenho consciência que ainda há muito a aprender e não terei tempo de saborear tudo o que a Marinha tem para oferecer. Horas de navegação não tenho, nem espero ter, que para tal não fui preparada, embora não me importasse de poder dar uma espreitadela ao mundo operacional…

Ainda me lembro quando no recrutamento me perguntaram por que queria eu ir para a Marinha preencher uma vaga da minha área de licenciatura. Uma pergunta estapafúrdia, para quem não conhece minimamente a casa ou tem familiares ligados às Forças Armadas. A verdade é que não trazia muitas expectativas, porque, por incrível que pareça, não fazia a mínima ideia ao que vinha. Conhecimentos de facto sobre a Marinha não tinha, como também não tinha ouvido nenhuma das gloriosas historias dos tempos de tropa dos meus ascendentes. Simplesmente não as têm para contar. Como costumo dizer vim fazer a tropa pelos homens lá de casa que seja lá porque razão for conseguiram escapar à dita. Tentei disfarçar o pensamento irónico que atravessava a minha imaginação naquele momento (deves estar à espera que te diga que gosto do mar e dos peixinhos ou que o uniforme desta Força é o mais bonito das três??!!!) e respondi com sinceridade à pergunta: quero trabalhar!

Fui incorporada na Escola Naval a uma sexta-feira, 13 de Setembro de 2002, e 5 semanas depois saí oficial. Começou então a aventura, que tem registado altos e baixos. O balanço é, contudo, muito positivo, por todas as experiências que esta casa me tem proporcionado.

Se reformulassem hoje a questão e me perguntassem por que quero ficar, já teria uma resposta mais completa. Gostaria de ficar:

Porque gosto do espírito de corpo e da camaradagem (O espírito dos mosqueteiros ainda se encontra patente em muitos);

Porque gosto do respeito e das tradições da casa;

Porque adoro o que faço;

Porque tenho orgulho na minha farda e nos camaradas que se sacrificam pela Marinha e pela Nação;

Porque gostaria de dar continuidade aos projectos em que me envolvi e para os quais apostaram em mim e….

….porque até gosto de marchar (embora dispense as cerimónias mais longas que me dão cabo das cruzes!!).

Também já aprendi a ter um olhar mais crítico sobre algumas coisas. No início estava deslumbrada com a Marinha e tudo ali era perfeito. Agora, após algum tempo, já me fui apercebendo de algumas falhas, mas nenhum mundo é perfeito…

Dispenso a incompetência de alguns, que é abafada pelo posto que possuem;

Repugna-me o egoísmo e a prepotência de outros, que é legitimada pela confiança imérita que algumas pessoas depositam neles por acreditarem piamente no sistema e não conseguirem ver o que se passa à volta... mas deve ser assim em todo o lado, não?

Mas eu gosto MESMO da Marinha! ...acreditem!

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